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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sabatina com Sérgio Cabral parte 2

Continuamos com alguns trechos da sabatina realizada pela UOL e a Folha de São Paulo, com o candidato à reeleição ao governo do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

SEGURANÇA


          A questão da segurança pública foi uma das mais abordadas durante as quase duas horas em que transcorreu a sabatina. O governador reafirmou seu orgulho em ver o projeto das UPPs ser mencionado na propaganda da candidata Dilma Roussef como uma referência nacional de sucesso em programa de combate a violência nas grandes cidades e reiterou seu compromisso em pacificar todas as comunidades do Rio de Janeiro até o final de seu mandato - caso seja reeleito - em 2014.  O ex governador não quis comentar as declarações de seu adversário, Fernando Gabeira, que no dia anterior afirmou que seria impossível "pacificar" todas as comunidades cariocas.
            Cabral também falou sobre uma possível migração dos traficantes das comunidades pacificadas para cidades do interior e da baixada fluminense. Segundo o candidato, os números mostram que a violência sofre reduções em todo o estado e não apenas nas comunidades onde foram instaladas as UPPs, o que mostraria que essa migração é uma "invenção de seus adversários" e que, ainda assim, se ela acontecer em algum grau, seriam casos pontuais.
            Durante as questões sobre o efeito das instalações das UPPs, o candidato se emocionou ao recordar que durante a inauguração de uma área poliesportiva na comunidade Tabajaras, pôde levar seu filho Tiago para participar da cerimônia e - visivelmente emocionado - disse que a cena seria impensável há alguns anos; o filho do governador do estado jogando futebol com a garotada da comunidade sem a preocupação excessiva e o medo da ação do poder paralelo.
            Sérgio Cabral também falou sobre a permanência do atual secretário de segurança pública do estado, Mariano Beltrame. Lembrado que durante seu governo, por diversas vezes, houve comentários sobre a possibilidade da troca do secretário e de sua provável ida para outras funções, como a polícia federal em Sergipe o ex governador foi irônico: "Graças a Deus - disse ele - que algo que não está dando certo tenha sido tão cobiçado por outros estados"; e ratificoui a manutenção do secretário e do chefe da casa civil, o ex senador Régis Fichtner.  Cabral chegou a brincar que se considerava tão bom de diálogo que conseguiu fazer com que Fichtner, gremista roxo, e o colorado fanático Beltrame, conseguissem viver em perfeita harmonia em seu governo.
             No final o candidato mencionou, como prova do sucesso das UPPs, a reunião em que um grupo de empresários se comprometeu a doar alto em torno de R$ 23 milhões até 2014 para viabilizar ações estruturais do programa, como a construção (já em curso) da Cidade da Polícia, num terreno doado pela Souza Cruz e a aquisição de uma área que pertencia ao Exército para a instalação da nova sede do BOPE.

             Amanhã postaremos a terceira e última parte da sabatina.

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